24.11.09

Israel e EUA 'não têm coragem' de atacar o Irã, diz Ahmadinejad


Em Brasília, presidente iraniano afirma que não se responsabiliza pela prisão de 3 cidadãos americanos no Irã

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou na noite de segunda-feira, 23, que EUA e Israel não "têm coragem" de atacar o Irã. A declaração foi feita durante a entrevista coletiva que encerrou a passagem do líder pelo Brasil. "Nós achamos que a era dos ataques militares já chegou ao seu fim. Hoje já é tempo de diálogo. Armas e ameaças pertencem ao passado, até para as pessoas atrasadas mentalmente, aquelas a que você se referiu (EUA e Israel)", afirmou.

Ahmadinejad ainda eximiu-se de responsabilidade pela prisão de três americanos que ultrapassaram a fronteira do Iraque com o Irã e seguem presos por ordem de Teerã. Segundo ele, a decisão de libertá-los ou não cabe ao Judiciário. "Cada país tem seus regulamentos", declarou. Os americanos estão presos sob suspeita de espionagem.

Ahmadinejad negou que sua declaração, proferida mais cedo, no Itamaraty, de que o Irã está pronto para ampliar a produção de urânio enriquecido seja uma ameaça aos governos do Ocidente que condenam o projeto atômico do Irã. "Não tem nenhuma ameaça, foi só uma notícia", afirmou. Ele defendeu que países como Irã e Brasil tenham liberdade para desenvolver projetos nucleares para fins pacíficos e, sem avançar sobre o tema, admitiu a possibilidade de um acordo com o Brasil nesse setor.

Dias depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter recebido o presidente de Israel, Shimon Peres, e o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, e de ambos terem responsabilizado o grupo radical palestino Hamas pela escalada de violência na região, Ahmadinejad defendeu a unidade na Palestina.

"Temos relações com o governo do presidente Abbas e também com o Hamas, que têm embaixadores no Irã, e estamos interessados em que a Palestina seja unida e resolva suas questões através do consenso", disse.

O presidente iraniano disse ainda ser a favor de um referendo para que "cristãos, judeus e muçulmanos decidam sobre seu destino", acrescentando que bombardeios ou mesmo consensos políticos não são capazes de resolver o problema.

De raspão, Ahmadinejad voltou a tocar num tema que custou caro a sua imagem nos últimos tempos. Disse que "os palestinos não foram responsáveis pelo que se define como Holocausto e que, por isso, não podem pagar sozinhos por um crime que foi cometido na Europa". Ele disse que, a partir de agora, o assunto da Palestina passa a fazer parte da agenda bilateral do Irã com o Brasil.

23.11.09

Netanyahu, no seu melhor

 

Mesmo para  aqueles que não são particularmente simpáticos a Israel, Benjamin Netanyahu poderia obter uma boa medida da satisfação por esta  entrevista com a Televisão britânica durante a retaliação contra o Hamas (bombardeio de Israel)
O entrevistador lhe perguntou: "Como tantos palestinos foram mortos neste conflito com israelenses? "(Uma questão desagradável se é que houve uma!)
Netanyahu: "Tem certeza que deseja começar a perguntar nesta direção?"
 
Entrevistador: (Caindo na armadilha) Por que não?
Netanyahu: "Porque os alemães mortos na Segunda Guerra Mundial foram mais do que os Ingleses e Americanos somados, mas não há nenhuma dúvida na mente de ninguém que a guerra foi causada pela agressão da Alemanha.
E em resposta à blitz alemã sobre Londres, os britânicos dizimaram por
inteiro a  cidade de Dresden, queimando até a morte mais alemães do que o número de pessoas mortas em Hiroshima.
Além disso, eu poderia lembrar que em 1944, quando a RAF tentou bombardear a sede da Gestapo em Copenhague, algumas das bombas erraram o alvo e cairam em um hospital de crianças dinamarquesas, matando 83 crianças.
Talvez você tenha outra pergunta? "

Aparentemente, Benjamin Netanyahu deu uma entrevista e foi questionado sobre a ocupação de terras árabes por Israel
Sua resposta foi:
"É a nossa terra".
 O repórter (CNN ou similar) ficou atordoado.
 Leia abaixo
"É a nossa terra ..." É informação importante, pois nós não conseguimos informação justa e exata da mídia e os fatos tendem a se perder no amontoado de eventos diários.
"Curso sobre o conflito árabe-israelense".
Aqui estão os fatos negligenciados no passado e atual situação no Oriente Médio.
Esses dados foram compilados por um professor universitário cristão:
 
ATOS BREVES sobre o conflito Israel HOJE ... (Demora apenas 1,5 minutos para ler!)

Faz sentido e não tem inclinação. Judeus e não-judeu - não importa.
1. Nação e Jerusalém.
    Israel se tornou uma nação em 1312 aC, dois mil anos antes da  ascensão do Islam.

2. Os refugiados árabes em Israel começaram a identificar-se como parte da Palestina  em 1967, duas décadas após a criação do moderno Estado de Israel.

3. Desde a conquista Judaica em 1272 aC, os judeus tiveram domínio sobre a terra por mil anos, com uma presença contínua no terreno a passados 3.300 anos.

4. O único domínio árabe desde a conquista em 63 AC não durou mais de 22 anos.

5. Por mais de 3.300 anos, Jerusalém foi a capital judaica. Jerusalém nunca foi a capital de qualquer entidade árabe ou muçulmana. Mesmo quando o Jordanianos tinha Jerusalém ocupada, nunca procurou torná-la a sua capital, e  líderes arabes nunca chegaram a visita-la

6. Jerusalém é mencionada mais de 700 vezes no Tanach, Escrituras.
Jerusalém não é mencionada uma vez no Corão.

7. Rei David fundou a cidade de Jerusalém. Maomé nunca chegou a
Jerusalém.

8. Judeus rezam voltados para Jerusalém. Os muçulmanos rezam de costas para Jerusalém.

9. Refugiados árabes e judeus: em 1948 os refugiados árabes foram encorajados a deixar Israel pelos líderes árabes,com promessas para limpar a terra dos judeus. Sessenta e oito por cento deles deixou Israel sem nunca ver um soldado israelense.
Os refugiados judeus foram obrigados a fugir de terras árabes devido à  brutalidade Arabe, perseguição e pogroms.

11. O número de refugiados árabes que deixaram Israel em 1948 é estimada em em torno de 630.000. O número de refugiados judeus de terras árabes é estimado no mesmo.

12. INTENCIONALMENTE refugiados árabes não foram absorvidos ou integrados nas terras Arabes para qual eles fugiram, apesar do vasto território árabe. Fora do 100.000.000 refugiados desde a Segunda Guerra, porque deles é o grupo de refugiados somente que nunca foi absorvido ou integrado em terras seu próprio povo.
Refugiados judeus foram completamente absorvidos em Israel, um país de dimensões não maior do que o estado de Nova Jersey ..

13. O Conflito israelo-árabe: os árabes são representados por oito  nações, não incluindo os palestinos. Existe apenas uma nação judaica.
As Nações árabes iniciaram as cinco guerras e perderam. Israel defendeu-se de cada uma e ganhou.

14. Carta da OLP ainda apela para a destruição do Estado de Israel.
 E Israel deu aos palestinos a maior parte das terras da Cisjordânia, a autonomia para a  Autoridade Palestina.
 
15. Sob o governo jordaniano,  locais sagrados dos judeus foram profanados e aos judeus  foi negado o acesso aos locais de culto. Sob o governo de Israel, todos os locais muçulmanos e Cristaos foram preservados e tornados acessíveis a pessoas de todas as fés.

16. O registro da ONU sobre Israel e os árabes: dos 175 resoluções do Conselho de Segurança aprovadas antes de 1990, 97 foram dirigidas contra Israel.

17. Das 690 resoluções da Assembléia Geral votada antes de 1990, 429 foram dirigidas contra Israel.

18. A ONU silenciou quando 58 sinagogas de Jerusalém foram destruídos pelos Jordanianos.

19. A ONU ficou em silêncio enquanto a Jordânia sistematicamente profanou o antigo Cemitério judeu no Monte das Oliveiras.

20. A ONU ficou em silêncio enquanto a Jordânia aplicava um apartheid como política de impedir os judeus de visitar o Monte do Templo e o Muro Ocidental.

Estes são momentos incríveis. Nós temos de perguntar qual deve ser nosso papel. Que podemos dizer aos nossos netos sobre o que fizemos quando houve um modo de virar o destino judaico, uma oportunidade de fazer a diferença?

COMEÇAR AGORA-Encaminhe para 18 outras pessoas que você conhece e peça-lhe para enviá-lo para outros dezoito, judeu e não judeu - não importa realmente.

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Eterno é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade que se petrifica e nenhuma força jamais o resgata.
Magal
http://twitter.com/magal

Israel e Hamas estão perto de troca de prisioneiros por Shalit

Soldado israelense está sob custódia de militantes palestinos desde 2006; acordo deve sair ainda nesta semana.


GAZA - O governo de Israel e o Hamas estão perto de um acordo para trocar mil prisioneiros palestinos pelo soldado israelense Gilad Shalit, segundo disse nesta segunda-feira, 23, um palestino familiar com as negociações. "O episódio de Shalit está próximo do fim", revelou a fonte.
Shalit é refém de militantes há mais de três anos. O israelense foi capturado próximo da Faixa de Gaza em 2006. Segundo Israel, a libertação do soldado levará a abrandamentos nos bloqueios que o país mantém sobre a Faixa de Gaza.


O presidente de Israel, Shimon Peres, confirmou que houve progressos nas conversas de troca de prisioneiros, disse uma porta-voz nesta segunda-feira. Uma alta delegação do Hamas, liderada por Mahmoud Zahar e com outros dois importantes membros do grupo, cruzou a fronteira da Faixa de Gaza até o Egito, nesta segunda-feira, para as negociações, que são mediadas por egípcios e alemães.

A fonte palestina, pedindo anonimato, disse que as conversas entre os palestinos e mediadores alemães podem resultar em um acordo até o fim de semana. Já fontes citadas pelo jornal israelense Haaretz disseram que pode haver um acordo até o meio da semana que vem.

O Haaretz informa, em seu site, que há um único prisioneiro palestino que seria o ponto de discórdia entre os dois lados. Segundo o site do diário, os israelenses não estão dispostos a libertar esse detento. O Haaretz atribui a informação a um membro do Hamas, citado pelo jornal oficial do grupo, A-Risala. O nome do preso não foi divulgado.

Em meio as especulações em torno do acordo, os pais de Shalit se reuniram com o chefe das negociações por parte de Israel para saber dos detalhes. No dia 2 de outubro, os israelenses libertaram 20 prisioneiras palestinas em troca de um vídeo que provava que o soldado estava vivo.

Manifestantes protestam contra visita do presidente do Irã em Ipanema

Grupo soltou balões brancos durante manifestação.



Mahmoud Ahmadinejad chega ao Brasil na segunda-feira (23).
Cerca de 300 pessoas, segundo a Guarda Municipal participaram na manhã deste domingo (22) de um protesto, na orla de Ipanema, na Zona Sul do Rio, contra a visita do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, ao Brasil. Já os organizadores do evento calcularam em cerca de 1.500 o número de participantes.
Roupas brancas e cartazes


Com roupas brancas e carregando bandeiras do Brasil, faixas e cartazes, e ao som de músicas de umbanda e candomblé, os manifestantes pediam ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que não faça acordos com o governo do Irã.
"Não somos contra a sociedade do Irã. Mas sim contra o presidente que nega o holocausto e promove a discriminação religiosa. O Brasil é o país da diversidade e estamos aqui reunidos para lutar pela paz", disse Michel Gherman, representante da comunidade judaica e um dos organizadores do movimento.
Sobrevivente do holocausto, Aleksander Laks, de 82 anos, disse que as declarações do presidente Ahmadinejad são uma ofensa aos mortos em campos de concentração e aos 50 mil que sobreviveram.

"O presidene do Irã deve ter família. Eu não. Perdi toda a minha família, cerca de 60 pessoas, no holocausto. Como ele pode dizer que o holocausto não existiu?" protestou Laks.
O grupo caminhou na orla no trecho entre as ruas Maria Quitéria e Farme de Amoedo. Ao meio-dia, se reuniram diante de uma gaiola com balões brancos, onde estava escrita a palavra "paz", fizeram um minuto de silêncio pelas vítimas da intolerância, cantaram o Hino Nacional e soltaram os balões.
"Cada balão representa uma vítima da intolerância do governo do Irã com a sociedade e contra os direitos humanos. Temos esperança de o presidente Lula não receba dinheiro ou investimentos de um governo que não respeita os homossexuais, crianças, mulheres e outros religiosos", disse Gherman.

Presidente do Irã propõe cooperação nuclear com o Brasil
No sábado (21), quem foi à praia viu no céu um outro protesto, também contra a visita do presidente do Irã.
O avião fez um sobrevoo na orla exibindo uma faixa que pedia que Ahmadinejad respeite os direitos humanos e não venha ao país.
O presidente do Irã chega ao Brasil na segunda-feira (23) para se encontrar com o presidente Lula. Os dois presidentes devem assinar acordos de cooperação em pelo menos oito áreas.

Visita indesejável

O mesmo país que tentou oferecer segurança e consolo a vítimas do Holocausto estende honras a quem banaliza o mal absoluto?



De: José Serra:


É desconfortável recebermos no Brasil o chefe de um regime ditatorial e repressivo. Afinal, temos um passado recente de luta contra a ditadura e firmamos na Constituição de 1988 os ideais de democracia e direitos humanos. Uma coisa são relações diplomáticas com ditaduras, outra é hospedar em casa os seus chefes.
O presidente Ahmadinejad, do Irã, acaba de ser reconduzido ao poder por eleições notoriamente fraudulentas. A fraude foi tão ostensiva que dura até hoje no país a onda de revolta desencadeada.
Passados vários meses, os participantes de protestos pacíficos são brutalizados por bandos fascistas que não hesitam em assassinar manifestantes indefesos, como a jovem estudante que se tornou símbolo mundial da resistência iraniana. Presos, torturados, sexualmente violentados nas prisões, os opositores são condenados, alguns à morte, em julgamentos monstros que lembram os processos estalinistas de Moscou.
Como reagiríamos se apenas um décimo disso estivesse ocorrendo no Paraguai ou, digamos, em Honduras, onde nos mostramos tão indignados ao condenar a destituição de um presidente? Enquanto em Tegucigalpa nos negamos a aceitar o mínimo contacto com o governo de fato, tem sentido receber de braços abertos o homem cujo ministro da Defesa é procurado pela Interpol devido ao atentado ao centro comunitário judaico em Buenos Aires, que causou em 1994 a morte de 85 pessoas?
A acusação nesse caso não provém dos americanos ou israelenses. Foi por iniciativa do governo argentino que o nome foi incluído na lista dos terroristas buscados pela Justiça. Se Brasília tem dúvidas, por que não pergunta à nossa amiga, a presidente Cristina Kirchner?
Democracia e direitos humanos são indivisíveis e devem ser defendidos em qualquer parte do mundo. É incoerente proceder como se esses valores perdessem importância na razão direta do afastamento geográfico. Tampouco é admissível honrar os que deram a vida para combater a ditadura no Brasil, na Argentina, no Chile e confratenizar-se com os que torturam e condenam à morte os opositores no Irã. Com que autoridade festejaremos em março de 2010 os 25 anos do fim da ditadura e do início da Nova República?
O extremismo e o gosto de provocação em Ahmadinejad o converteram no mais tristemente célebre negador do Holocausto, o diabólico extermínio de milhões de seres humanos, crianças, mulheres, velhos, apenas por serem judeus. Outros milhares foram massacrados por serem ciganos, homossexuais e pessoas com deficiência.
O Brasil se orgulha de ter recebido muitos dos sobreviventes desse crime abominável, que não pode ser esquecido nem perdoado, quanto menos negado. O mesmo país que tentou oferecer um pouco de segurança e consolo a vítimas como Stefan Zweig e Anatol Rosenfeld agora estende honras a alguém que usa seu cargo para banalizar o mal absoluto?
As contradições não param por aí. O Brasil aceitou o Tratado de Não Proliferação Nuclear e, juntamente com a Argentina, firmou com a Agência Internacional de Energia Atômica um acordo de salvaguardas que abre nossas instalações nucleares ao escrutínio da ONU.
Consolidou com isso suas credenciais de aspirante responsável ao Conselho de Segurança e expoente no mundo de uma cultura de paz ininterrupta há quase 140 anos com todos os vizinhos. Por que depreciar esse patrimônio para abraçar o chefe de um governo contra o qual o Conselho de Segurança cansou de aprovar resoluções não acatadas, exortando-o a deter suas atividades de proliferação?
Enfim, trata-se da indesejável visita de um símbolo da negação de tudo o que explica a projeção do Brasil no mundo. Essa projeção provém não das ameaças de bombas ou da coação econômica, que não praticamos, mas do exemplo de pacifismo e moderação, dos valores de democracia, direitos humanos e tolerância encarnados em nossa Constituição como a mais autêntica expressão da maneira de ser do povo brasileiro.

José Serra é governador de São Paulo

Bombardeios israelenses contra Gaza ferem 10 palestinos

   
GAZA - Pelo menos dez palestinos ficaram feridos na madrugada deste domingo em três bombardeios da Aviação israelense contra o sul, o centro e o norte da Faixa de Gaza. O primeiro ataque aconteceu em Rafah, na fronteira com o Egito, quando as forças israelenses lançaram dois mísseis ar-terra que destruíram totalmente três túneis de contrabando, informaram à Agência Efe testemunhas no local.

 

O segundo bombardeio foi realizado por F16 israelenses sobre uma ourivesaria no campo de refugiados de Al-Bureij, no centro de Gaza, enquanto o terceiro destruiu uma oficina metalúrgica na rua Yafa, no norte de Cidade de Gaza.

 

O chefe dos serviços de emergência de Gaza, Muawiya Hassanein, disse à Agência Efe que cinco trabalhadores dos túneis ficaram feridos nos bombardeios e outros cinco palestinos sofreram ferimentos nos outros dois ataques.

 

Os bombardeios ocorrem depois que um grupo filiado às Brigadas de Ansar al-Sunna lançou ontem duas bombas contra o território israelense e um terceiro grupo disparou um foguete de fabricação caseira, nenhum dos quais causou vítimas. Este é o maior ataque aéreo israelense contra Gaza desde o fim, em janeiro, da ofensiva militar que causou a morte de mais de 1,4 mil palestinos, na maioria civis.

 

O Exército israelense confirmou os ataques em comunicado, indicando que foi atacada "infraestrutura terrorista". "Aviões de combate da Força Aérea israelense fizeram alvo em duas fábricas de armas no norte e no centro de Gaza, e em um túnel de contrabando na área fronteiriça de Rafah, em resposta ao lançamento de um foguete Qassam contra a cidade de Sderot no sábado de manhã", afirma a nota. "As forças de defesa de Israel não tolerarão ataques de organizações terroristas contra Israel e contra seus cidadãos", adverte.

 

Os bombardeios ocorrem horas depois de o movimento islâmico Hamas, que governa em Gaza, anunciar um acordo com os grupos armados palestinos para não disparar foguetes contra Israel sem consentimento prévio de todas as milícias.

 

"Queremos que qualquer passo seja dado mediante acordo entre as partes, especialmente depois da última guerra, a fim de dar um respiro aos habitantes", disse ontem o ministro do Interior do Governo do Hamas em Gaza, Fathi Hamed.

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22.11.09

Chegou a hora



 

21.11.09

Judeus ultra-ortodoxos protestam em fábrica da Intel em Israel


JERUSALÉM (Reuters) - Centenas de judeus ultra-ortodoxos fizeram um protesto neste sábado na nova fábrica de chips da Intel em Israel, manifestando-se contra o trabalho durante o período do shabat.

Policiais dispersaram os manifestantes e prenderam vários deles por conduta violenta.

Os ultra-ortodoxos disseram que abrir as instalações é uma dessacralização do shabat, que começa na noite de sexta e vai até a noite de sábado. Um protesto semelhante foi realizado na semana passada.
Os protestos reforçaram as tensões entre a população judia secular de Israel e a minoria ortodoxa, que segue antigas leis religiosas que proíbem as pessoas de dirigir e trabalhar no shabat.
Judeus ultra-ortodoxos fizeram protestos parecidos na cidade nos últimos meses durante a abertura de um estacionamento aos sábados. Em julho, a manifestação foi contra a prisão de uma mulher ortodoxa suspeita de deixar seu filho de três anos sem comida.

Israelenses seculares e religiosos em Jerusalém vivem em um delicado equilíbrio. Nos bairros ortodoxos, as famílias se vestem em tradicionais roupas negras para irem às sinagogas durante o shabat e em feriados judaicos. No centro da cidade, os judeus seculares frequentam bares e restaurantes que não seguem preceitos judaicos.
 
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